Nasce um novo amor – relato do meu segundo parto

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Acabei de ler o texto abaixo e ele se enquadra direitinho para abrir o post sobre a chegada de Artur.

“{O Segundo Filho}

❤️O primeiro filho é furacão, é tempestade, tsunami. Você não sabe da onde vem aquela força da natureza, perde a noção do tempo e do espaço. Com o primeiro filho você tem um curso intensivo de ser mãe e família. Aprende que não se escolhe a hora que dorme nem a que acorda, que não há número exato de fraldas utilizadas por dia, que dar colo é bom, mas que cansa.
Você também não tem a mínima idéia do que aconteceu com seu corpo, quando ele voltará ao normal e se ele voltará ao normal. Não sabe quando as dores e o desconforto do pós-parto vão passar. Você se sente perdida nas horas e na rotina da casa, não sabe quanto tempo o primogênito vai dormir em cada soneca, e não sabe por onde começa, se é ela pilha de louça suja, se é varrendo a casa, se é mexendo no celular, se é se atirando no sofá, passando aspirador, tomando banho ou dormindo. Enquanto corre como uma barata tonta pela casa, seu bebê já acordou e você se sente um fracasso, em meio ao caos que está seu lar. Você se sente sozinha e isolada, porque até então você tinha direito de ir e vir à qualquer lugar, você trabalhava, tinha seus almoços como amigos e colegas, passeava pela rua sem compromissos urgentes ou casos de vida ou morte. Você fazia happy hours, visitava a família e podia ficar pendurada com uma amiga no telefone. Com o tempo as coisas se ajeitam, e a sua vida entra num tipo de normalidade. Aí vem a descoberta de um segundo filho e a emoção lhe diz que você vai surtar, porque passará por tudo de novo, e que além de tudo serão dois filhos para gerenciar. O segundo filho chega e você se dá conta que virou uma camaleoa, se adaptou ao ambiente e a nova vida, por instinto e por necessidade. Depois do primeiro filho, você ganhou uma pele nova e super poderes. As inseguranças da primeira viagem ficam guardadas em alguma mala pela casa. Com o segundo filho você já tem pistas do que se tratam os chororôs. Você sabe priorizar o que fazer enquanto dormem e sabe que não precisa ficar vigiando um bebê 24 horas por dia. Além disso a dinâmica do casal já está estabelecida, cada um sabe o que pode fazer, sem cobranças, sem nervos a flor da pele. Enfim, tudo fica mais leve. Seu primeiro filho foi “A Prova Surpresa”, o segundo filho é o “Trabalho em Grupo”. No primeiro filho se formou uma família, no segundo filho vocês se tornaram um time. O primeiro filho faz nascer uma mãe, com direito a todas dores e delícias, assim como em um parto. O segundo filho nasce para uma mãe, pronta, madura e com o coração ainda maior.”

Texto: Por Alê Rauter, do blog Porto Materno

Na gravidez de Heitor eu estava super tranquila em relação ao parto. Tinha plena convicção que faria uma cesárea, ele iria nascer no dia marcando e pronto. Depois que meus planos foram por água a baixo e Heitor resolveu vir de parto normal, 5 dias antes da data marcada da cesárea, vi que foi a melhor decisão (mesmo sendo, literalmente, quando eu estava parindo).

Então, quando descobri que estava grávida de novo nem passou pela minha cabeça fazer uma cesárea. Meu médico, mil vezes, falou que meu segundo parto tinha tudo pra ser super rápido e tranquilo, já que o primeiro já tinha sido assim. E eu fui levando a gravidez sem nem cogitar a cirurgia.

Até que um dia de pré natal, Dr. Carlos jogou um balde de água fria e disse: Artur não esta encaixado. Fiquei bem apreensiva e lá vai eu pesquisar no nosso querido Google sobre o encaixe dos bebes na segunda gestação. Em todo canto que eu lia dizia que o bebê poderia encaixar até a hora do parto e tal. Falei com minha prima que é enfermeira, ela disse a mesma coisa. Falei com uma amiga médica e ela falou que ainda estava cedo pra encaixar… e eu fui seguindo me agarrando as ultimas esperanças.

Quando eu estava com 37 semanas senti contrações e corri pro hospital. Era alarme falso, mas eu estava com 1cm de dilatação.

Um dia (sábado), na 38 semana passei mais de 12 horas sem sentir Artur mexer. Ai o que eu fiz: corri pra maternidade again e eu continuava com 1cm de dilatação. Mas fizemos uma ultra e a médica disse que ele tinha encaixado. VIVA!!!

Na segunda eu tinha pré-natal. Meu médico sugeriu induzirmos o parto, mas eu não topei.

Na terça comecei e sangrar e lá vai eu de novo correndo pra maternidade. Passei o dia todo lá, andando, subindo escada, andando, descendo escada… tudo isso pra vê se eu dilatava mais. No final do dia eu estava com 3cm e a médica do hospital (que sem saber a sugestão do meu médico, também sugeriu que eu induzisse o parto) e meu médico me deram alta e eu voltei pra casa. A noite, liguei pro meu médico e decidi induzir o parto na quarta de manhã.

Fui cedo pro hospital. Igor foi levar Heitor na escola, fui de taxi mesmo (não estava mais dirigindo tinha umas 3 semanas) e depois ele iria encontrar comigo lá.

As 10h da manhã induzimos com ocitocina e segundo Dr. Carlos, ela faria efeito dali a 4 / 5 horas. As 17h ainda não tinha feito efeito nenhum, eu continuava sem contração e com os mesmos 3cm. Ai, mais uma vez, aplicaram outro comprimido em mim… as horas passaram e nada de contração / dilatação.

Nesse meio tempo, Heitor saiu da escola. Pedimos aos tios mais legais do planeta (tio Lula, tio Flavio e tia Fefe) para levarem Heitor pro shopping, jantar pizza e fazer uma horinha com ele lá. Depois tia Vic, Tia Teca e Tio Diogo chegaram e se juntaram a farra.

Ahhh… minha mãe e minha irmã estavam chegando de PE também.

As 22h Dr. Carlos decidiu romper minha bolsa e caso meu quadro não evoluísse a gente partia pra cesárea. Nessa hora eu já tinha chorado litros. Não queria fazer cesárea de jeito nenhum.

Nisso eu tinha feito Igor vir em casa, organizar o banho de Heitor, dar o gagau dele e coloca-lo pra dormir, pra só depois ele voltar pro hospital.

Com a bolsa estourada já minha dilatação não aumentava. As contrações começaram a aparecer, mas ainda bem fraquinhas. E ai optamos pela cesárea mesmo. Até na mesa de cirurgia, antes da anestesia, Dr. Carlos me examinou pra ver se eu tinha mais dilação, mas nada.

As 23h57, do dia 18/05/2016, nasceu Artur. Um novo amor. Tão grande e tão intenso quanto o que eu sinto por Heitor.

E eu que pensei que isso não fosse possível…

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16 ideias sobre “Nasce um novo amor – relato do meu segundo parto

  1. Deia Tomaz

    Que lindo texto… me emocionei…
    Lindo seu filho e que bom saber que é possivel sim amar o segundo filho como amamos o primeiro (morro de medo disso…)

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  2. Laís Sass

    Má, que lindo!!! Me emocionei aqui! Lindo relato, linda experiência e você é mais linda ainda por compartilhar aqui com a gente!!! Beijos e que Deus abençoe muito sua família!!!! <3

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  3. @caroleassinhazinhas

    Lindo relato! Tb amo esse texto! Queria parto normal, mas não sei. Foram duas cesáreas, mas o importante é a saúde da mãe e dos bebês! Que Seus abençoe toda a sua família! Bjs

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  4. Luciana Emely Oliveira

    Que lindo texto, que lindo relato, juro que o cantinho dos olhos estão molhados. Parabéns por todo esforço e por tentar fazer o melhor para você e seu príncipe. Você é uma guerreira, uma super mãezona. Muita saúde e felicidade para vocês. Beijos

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  5. Mila

    Estou louca pra sentir esse amor multiplicar hahaha, mas por enquanto fica só na vontade mesmo!!!

    Lindo o seu relato!!

    Beijos Mila (@mundodamae)

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  6. Mãe de Guri & Guria

    Lindo o príncipe, parabéns! E parabéns pela força que tiveste!
    Amamos o segundo tanto quanto o primeiro, é a multiplicação do amor!

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